Com a pandemia do novo coronavírus (COVID-19) muitas pessoas estão preocupadas em como se preparar para evitar a infecção.

Além das medidas comportamentais (lavar as mãos, não tocar o rosto, manter distância de pelo menos 1 metro de outras pessoas), diversas dicas milagrosas inundaram sites e perfis do Instagram nos últimos dias, prometendo aumentar a imunidade. 

Desde imunoshots (altas doses de vitamina D e outros compostos obscuros) até receitas “da vovó” como água com sumo de limão pela manhã. Apesar do limão possuir diversas propriedades beneficas, a reposição de vitaminas em casos em que não há deficiência é algo muito perigoso e pode levar a graves efeitos colaterais.

A sociedade Brasileira de Imunologia, bem como a de endocrinologia, já liberaram pareces contrários a essas práticas. 

A verdade é que não há estudos, nem mesmo preliminares, que comprovam a eficácia de altas doses de vitamina D como fator de proteção a infecções, tampouco como promotor de aumento da imunidade.

E chegamos finalmente no ponto mais importante: não existe até hoje nenhum método, medicação, tratamento ou hábito comprovado, que aumente a imunidade de forma inespecifica.

Na verdade os termos “baixa imunidade” e aumentar a imunidade”, apesar de amplamente utilizados, não são corretos do ponto de vista científico.

A “baixa imunidade”, cujo termo mais correto seria imunodeficiência, é uma condição muito grave, sendo as formas primárias erros inatos de imunidade, ou seja, defeitos genéticos, muito raras. Mais comumente conhecidas são as forma secundárias, como o HIV, imunossupressão por uso crônico de corticoides ou outros imunossupressores.

Então se não posso aumentar minha imunidade, como me protejo? – você deve estar se perguntando.

O que devemos fazer é evitar situações que causem stress ao nosso sistema imunológico, prejudicando o seu correto funcionamento de defesa inata. Ter uma boa noite de sono, praticar exercícios físicos, evitar stress emocional, são bons hábitos que o nosso sistema imunológico agradece.

 


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